Transpiro de pavor,
O medo me percorre a espinha...
Alastrando-se dentro de mim o calafrio que me habita.
Faz frio aqui dentro...
Me corrói a agonia;
Holocausto e fobia.
Rezo um terço, Rogo ave-maria
Com as mãos tremulas segurando as contas frias,
Dedilhando em cada prece, suando frio,
Querem calar meus lábios
Pelas preces não ouvidas.
Pensamentos amaldiçoados paralisados no tempo
A dor que emana em mim é cruel e ímpia...
Choro sangue por dentro,
Eu grito no infinito
Pelas dores de um aflito...
De joelhos eu não me entrego
Neste chão de labirintos...
E o senhor excomunga esta pobre infiel
Para que a fé sobreviva...
Nesta sociedade crente que ainda resta vida.
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