terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

Ultra-Romantismo:

O Ultra-romantismo foi um movimento literário português que aconteceu na segunda metade do século XIX.

Se caracterizou por escritos jovens que viviam em uma "geração perdida", que levara ao exagero, as normas e ideais preconizadas pelo Romantismo,nomeadamente, a exaltação da subjectividade, do individualismo, do idealismo amoroso, da Natureza e do mundo medieval. Os ultra-românticos geram torrentes literárias de qualidade muito discutível, sendo algumas dela considerada como "romance de faca e alguidar", dada a sucessão de crimes sangrentos que invariavelmente descreviam e que os realistas vão caricaturar de forma feroz.

Existe, todavia literatura ultra-romântica de qualidade inquestionável. Além de João de Deus, são também autores ultra-românticos Camilo Castelo Branco, Soares de Passos e Castilho. Em algumas obras de Almeida Garrett e de Alexandre Herculano é já possível detectar alguns traços de ultra-romantismo, apesar de serem dois dos introdutores do Romantismo em Portugal.

O ultra-romantismo esta muito presente nas poesias e historias góticas.


Características gerais do Ultra-romantismo:

liberdade criativa do humano superior (o conteúdo é mais importante que a forma; são comuns deslizes gramaticais);
versificação livre;
dúvida, dualismo, duelos;
tédio constante, morbidez, sofrimento, pessimismo, negativismo, satanismo, masoquismo, cinismo, auto degeneração;
fuga da realidade(escapismo, evasão);
desilusão adolescente;
idealização do amor e da mulher;
subjetivismo, egocentrismo;
saudosismo (saudade da infância e do passado);
consciência de solidão; 
a morte: fuga total e definitiva da vida, solução para os sofrimentos; sarcasmo, ironia.

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